12 anos de angústia
A professora Julyana Dias sobreviveu ao feminicídio, após conviver com o ex-marido durante longos 12 anos. Em seu relato, ela conta que passou anos sofrendo agressões físicas e verbais. Ele afastou-a dos amigos e familiares e permitia, apenas, que a mulher trabalhasse, pois era ela quem colocava dinheiro na casa. Ao descobrir a gravidez em 2015, foi obrigada a tomar um remédio abortivo, o que causou PTI (Púrpura Trombocitopênica Imune), uma doença causada pela presença de anticorpos contra as plaquetas, o que gera a necessidade de tratamento contínuo. Após o nascimento do filho em 2015, ele também passou a ser vít1ma de v1olência dentro de casa. Ao atingir certa idade, o menino passou a gravar as atitudes cometidas pelo pai e a defender a mãe. Em dezembro de 2021, Julyana decidiu se mudar para Santo André, região do Grande ABC paulista, ao lado do filho. Ela foi motivada pelo sentimento de pressão e angústia, além de não poder contar com o apoio dos familiares, que não acreditaram nas histórias e se posicionaram contra ela. Em setembro do mesmo ano, Julyana casou-se novamente. Atualmente, ela vive em paz com a família na zona leste da capital paulista. O ex-marido vive uma vida normal, mas o processo de investigação permanece em andamento.
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